O impacto económico e social do cancelamento da Viagem Medieval

O impacto económico e social do cancelamento da Viagem Medieval

Feirense Roberto Carlos Reis avalia impactos com base num inquérito
O impacto económico e social do cancelamento da Viagem Medieval
O feirense Roberto Carlos Reis, professor universitário no Instituto Superior da Maia – ISMAI e membro do Centro de Estudos de Desenvolvimento Turístico (CEDTUR), integrou o comité cientifico da 2.ª conferência ‘Cultural Sustainable Tourism (CST)’ [Turismo Cultural Sustentável], organizada pelo ISMAI, em parceria com o CEDTUR e o IEREK – International Experts for Research Enrichment and Knowledge Exchange.

Na conferência, que decorreu online nos dias 13 e 14 de outubro, participaram 55 especialistas oriundos de diversos pontos do globo, tendo sido apresentadas 25 comunicações divididas em quatro temáticas: Sustainable Tourism Planning and Management; Sustainable Cultural Tourism Development in a Digital Era; Social and Economic Impacts e Towards Sustainable Tourism Development in Urban Areas.

Inserida na temática ‘Social and Economic Impacts’ [Impactos sociais e económicos], Roberto Carlos Reis apresentou uma comunicação intitulada por ‘The Impacts of the cancellation of Historic Re-enactments in Portugal – The Case of Santa Maria da Feira’ [Os impactos do cancelamento das recriações históricas em Portugal – O caso de Santa Maria da Feira]. O feirense sustentou a apresentação com base num inquérito online realizado a participantes, visitantes e residentes nas áreas onde se realizam eventos de recriação histórica, no caso particular de Santa Maria da Feira, para avaliar os diferentes impactos que causaram o cancelamento de eventos como a Viagem Medieval.

Ao inquérito, de acordo com os dados fornecidos ao Correio da Feira, por Roberto Carlos Reis, responderam 344 pessoas entre maio e setembro com a relação de tamanho da população com a amostra (tabela a 95%) e o erro aceite no desvio padrão a 0,1), divididos da seguinte forma: Visitantes 20,2%; Participantes – 78,5%; Residentes – 1,3%. Dos respondentes 79,9% participaram já em recriações históricas e no contexto de outras feiras medievais e outras recriações históricas; 53,5% consideram o evento Viagem Medieval em Terra de Santa Maria como excelente e 33,0% muito bom. Quanto ao cancelamento da Viagem Medieval os inquiridos dividem-se: muito boa a decisão (27,8%), má (25%) e muito má (24,3%). Quanto à decisão do cancelamento de outros festivais, eventos, romarias: 30,8% considera muito boa a decisão, 26,4% má, 19,6% muito má.No que concerne ao impacto que causou o cancelamento da Viagem Medieval e de outras recriações históricas: 81,6% assinala os impactos económicos e 36,8% os culturais. 36,5% dos inquiridos considera o desemprego, 29,5% a falência de empresas e 11,7% a pobreza como as consequências do cancelamento das recriações históricas, grandes festas e romarias e festivais de música de verão. Por último, quanto às perdas monetárias causadas pelo cancelamento da Viagem Medieval, 34,2% respondeu que não foi afetado, 19% não respondeu, 12,6% perdeu mais de 2.501€ e 11,4% perdeu menos de 650€.

Em relação à perda de rendimento causada pela pandemia – 34,2% não perdeu e 19,3% perdeu parcialmente. Quanto ao receio de perder o rendimento devido ao agravamento da pandemia, 40,1% tem receio, 27,5% tem muito receio, 17% tem pouco receio e 15,5% não tem receio.

No que diz respeito ao nível de confiança da capacidade de resposta dos serviços de saúde à pandemia, de acordo com este estudo, 61,7% está confiante, 16,4% está muito confiante e 13,5%, pouco confiante. Em termos de avaliação do risco da Covid-19 para a saúde da população, 50% considera risco elevado enquanto 38% considera risco moderado. Devido às medidas de distanciamento físico causadas pela pandemia 57,3% tem-se sentido agitado, ansioso, em baixo ou triste durante alguns dias, já 18,7% quase todos os dias e 10,5% nunca.

@Correio da Feira

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