Leonor Sousa leva Santa Maria da Feira além-fronteiras

Leonor Sousa leva Santa Maria da Feira além-fronteiras

A artista residente em Santa Maria de Lamas foi considerada uma das 50 melhores artistas de arte contemporânea

Prémios atrás de prémios. Nem um ano atípico como o de 2020 trava a artista residente em Santa Maria de Lamas, Leonor Sousa, que soma prémios, menções e participações diversas.

Autodidata, a artista plástica despoletou no mundo artístico após uma exposição no Mercado Bom Sucesso, no Porto, cuja obra exposta ‘O Fado’ levou-a até Paris, mais concretamente ao Museu do Louvre, onde expôs no Carrousel du Louvre.

Desde então, Dinamarca, Luxemburgo, Itália e Brasil são apenas alguns exemplos de onde Leonor Sousa já deixou inscrito o seu nome. “Felizmente, tenho a sorte do meu trabalho estar a ser reconhecido um pouco por todo o mundo”, atira a artista, cujo reconhecimento se deve “a horas e horas de muito trabalho”.

Entre uma menção honrosa em França, na categoria ‘Artista do Ano’ no Ciclo das Artes; um Certificado de Excelência concedido no evento de Arte – Artavita; um prémio internacional de Arte na iniciativa ‘Colors na Canvas’, na Índia; o Prémio Cidade S. Pedro da Aldeia de Artes Plásticas, Brasil; um diploma de honra no âmbito da Taça de Ouro, na categoria ‘Artista Criativo’, em Itália; o Prémio Internacional Artista do Ano 2020, Efeito Arte, Itália; o prémio internacional Louvre Art Museum; a participação no livro ‘Arte Universal: a grande enciclopédia de arte internacional’; bem como no livro ‘Os Grandes Mestres da Arte Contemporânea’, destaque para o prémio Palma de Ouro Artista 2020, ArtExpó Gallery, em Cannes e, sobretudo, para a participação de Leonor Sousa no mês passado no livro de Arte ‘Artisti 2020 – Anuário dos 50 melhores Artistas Internacionais Contemporâneos’. Tudo referente apenas ao ano corrente. Quando questionada sobre o prémio que a distingue, Leonor Sousa não tem dúvidas. “Entre os prémios recebidos em 2020, sem dúvida que o que tem mais valor é o último. Fui eleita uma das 50 melhores artistas de arte contemporânea, sendo que desses 50, 30 foram selecionados para uma exposição em Nova Iorque, que inaugurou no passado dia 21. Fui uma artista desses 30”, confessa orgulhosa. “Quando há milhares de artistas no mundo, ser eleita uma das melhores é fantástico. Fiquei muito feliz”, acrescenta a artista residente em Santa Maria de Lamas.

A viver uma realidade com a qual nunca cogitou, Leonor Sousa leva a pintura portuguesa pelo mundo fora sucessivamente. “Nunca esperei tanto reconhecimento internacional. Confesso que nunca nenhum dos prémios é algo com que esteja a contar. Quando sou premiada, penso: ‘Pronto, é o último’. Mas logo a seguir vem outro e depois outro”, diz, revelando: “Ainda ontem [dia 27] recebi mais um presente ‘caído do céu’. Fui convidada por um canal de televisão de Artes da Suíça, para publicar a minha arte durante um ano, porque viram o meu trabalho nos 50 destacados. É fabuloso”.

‘Covid-19, o flagelo da nossa sociedade’

Já depois de ter pintado um quadro denominado pela artista como ‘Covid-19, o flagelo da nossa sociedade’, onde Leonor Sousa pretende transmitir ao mundo “o que nos espera”, através da pintura de seres humanos com cabeças sem rosto e sem cabelo e vestes compridas, para não diferenciar género e raça, mais máscaras, a artista encontra-se, de momento, a pintar o que pensa que será o mundo pós-Covid. “Posso adiantar que o quadro será dentro da mesma linha artística. O foco será o desprendimento dos bens materiais, pois acredito que vamos todos aprender a viver com muito menos. Vamos aprender a viver em casa para a nossa família e a dar valor ao que até à data não dávamos”, considera.

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